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- Info País: Peru
Estado: Nasca
Local: Ica
Temas Geográficos:
Sítios Arqueológicos - Culturas Antigas
Data:
Dezembro 2000

A Cultura Nasca floresceu no Peru entre 200 AC a 800 DC.

Um dos aspectos comuns da Cultura pré-Inca e Inca é a criaçao de civilizações em lugares inóspitos, como as montanhas inacessíveis dos Andes ou viver no meio do deserto.

A esquecida Cultura de Nasca foi descoberta nas areias do Deserto de Nasca e trazida a luz tanto pelos ladrões de sepulturas como pelos arqueólogos.

Neste espantoso Cemitério de Chauchilla, corpos dos antigos habitantes de Nasca foram preservados por mumificação natural, devido ao clima árido.

Através de seu hábito de enterrar sua gente, esta Cultura deixou-nos múmias, cerâmicas, tecidos coloridos, caveiras e artefatos, praticamente intocados.

Chauchilla fica cerca de 30 km da cidade de Nasca e impressiona pela quantidade de múmias ainda disponíveis para visitação.

Infelizmente, ele foi alvo de muitos saqueadores, principalmente na última metade do sec. XX. Eles invadiam as tumbas, pilhavam os tesouros e mantos, a simplesmente deixavam as múmias e seus pertences de menor interesse expostas no deserto.

A população pobre aproveitava-se disto para ganhar algum dinheiro extra, vendendo tecidos que atingiam no mercado cerca de U$ 20.000,00 dólares (por aí voce calcula porque haviam tantos saques).

Note-se que os colecionadores, principalmente europeus e americanos, eram os receptadores, incentivando os saqueadores a continuarem suas buscas.

As autoridades peruanas estão mais severas: é considerado um sério crime retirar do país tamanha riqueza cultural.

Até 1997, os visitantes encontravam esqueletos, caveiras, cerâmicas e artefatos simplesmente largados no sol.

Devidos a estes atos de vandalismo, causados pela pobreza da população, o cemitério hoje possue enorme quantidade de "olhos", isto é, cicatrizes de buracos deixados na areia.

Felizmente, este quadro mudou. Cientistas do Estado de Ica e os e a indústria turística local organizaram-se e reconstruíram as tumbas, segundo a tradição da época, e protegeram a área, que é hoje uma zona arqueológica oficial.

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